E que saudade senti da política dos velhos e bons tempos! Impossível esquecer os showmícios e da mesma fora os jingles que premiaram os seus criadores com o reconhecimento popular e com um lugar na história da política com viés de participação popular!
Tempo de “Ei, Martinez tá me chamando” em 1990; ou “Lulla lá” em 1989 – aliás, do mesmo compositor paulistano; ou ainda de “Requião, me chama que eu vou” em 2002, uma livre adaptação do músico e cantor curitibano Ciro Morais!
Neste tempo os políticos se expunham em praça pública e ao julgamento direto da população que não raras vezes aliás, era do bloco em oposição!
Certamente um tempo de maior transparência e de proximidade maior a população, posto que ocorriam caminhadas e visitas a terminais de ônibus.
Mas há que enfatizar que a transparência ocorria em clima de festa, ao menos.

Hoje as coisas mudaram. Existe o tal Fundo Eleitoral que efetivamente é uma festa. Para os dirigentes partidários, que representam os espertos, meia dúzia de quatro ou cinco seis, na maioria deputados federais, que deliberam entre si. E certamente aquela que era uma festa popular representada pelos showmícios tornou-se a festa dos advogados e contadores dos partidos políticos que ao lado dos principais beneficiários os marqueteiros de programas televisivos eleitorais ajudam a montar as farsas que culminam em eleições de Alcolumbres da vida.
Claro que uma solução a médio prazo não é de imaginar, porquanto a turma está feliz e satisfeita com mais esta prebenda havida com o dinheiro do contribuinte. E a reflexão: quando vai mudar este tipo de comportamento político? Resposta: não sei!
Por que falei de saudade?
Resposta simples e direta. Imagine um comício já em 2026, com a Anita como atração artística e Janja e Lulle no palanque. O veteraníssimo ensaiaria alguns passos lépidos de funck e a Janja ? Esta é uma incógnita!
Todavia o fundamental seria, por certo a possibilidade de confrontar ao vivo e a cores plenas a serie infinita de mentiras que compõe o discurso medíocre do governo atual!
E O STRUMP, TEM OU NÃO TEM RAZÃO?
Afinal qual a reação efetiva do Governo Federal em relação à política externa dos Estados Unidos? Qual foi a posição tomada pelo Brasil em confronto com a nova pratica fiscal americana?
Em verdade, o extrato do posicionamento brasileiro a meu sentir, nos permite entender que vivemos um tempo de non sense absoluto! De fato, as taxas entraram em vigor e nosso país, deixou de tomar qualquer tipo de posição e não apresentou nenhuma reação efetiva.
Uma série infinda de discursos de bêbado em mesa de bar que nada, mas absolutamente nada ofereceu de alternativa ou conforto ao setor produtivo que, navega num mar absoluto de incertezas, porquanto se obrigado a tentativas setoriais de composição, pode enfrentar a retaliação do segmento legal interna corporis.
Em verdade, o descalabro absurdo e que mostra não só a tibieza do governo brasileiro, mas, sobretudo a sua postura infantilizada, que se resume numa reunião governamental portando bonés numa imitação reles da cultura americana que, historicamente, usa os bonés como nós o fazemos em relação a camisas de times de futebol. Claro, uma forma de homenagear a cultura esportiva nacional, a deles advinda do beisebol, e a nossa, do nosso tão amado futebol. Nem isso o Sidônio consegue imprimir originalidade…. Não há como deixar de expressar a mais absoluta vergonha do compadre Lulle.
O DESCONFORTO
O desconforto maior vem do fato de que as manchetes do dia contemplam esta briga mimizenta e infantil contra o “Strump” e por óbvio, nenhuma solução pragmática que não seja o discurso sobre novos mercados e a instalação da CPMI do roubo dos aposentados. O que me parece resumir bem o tamanho do problema desse mega transatlântico chamado Brasil, que tem na ponte de comando um comandante mentiroso e enevoado pela ingesta alcoólica, e o que é pior, influenciado de forma gigantesca por uma senhora sem nenhuma experiência política ou administrativa, que tem uma voracidade dotada de megalomania pelo exercício do poder.
Confesso que o quadro é absolutamente assustador na medida em que destas fraquezas se aproveita o Supremo Tribunal Federal, para governar o país, já que mantém sob a rédea curta os dois comandantes do Poder Legislativo nacional – lembrando que Huguinho quanto Malcolumbre são prisioneiros do Supremo, face à má conduta familiar ou pessoal.
Há que lembrar a frase emblemática do construtor do Titanic, que afirmou que nem Deus o afundaria; pois há que confrontá-la aqueles que afirmam que Deus é brasileiro, pois nesta etapa há que imaginar que até a paciência divina pode acabar com homens como Lulle, Alexandre de Morais, Gilmar e tantos outros que insistem em desafiar a Justiça do Poder Superior.
IGUAÇU EM FESTA

A pesquisa Paraná Pesquisas, divulgada nesta quinta-feira (28), revela um contraste marcante no Estado: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 65,4% dos eleitores, enquanto o governador Ratinho Junior (PSD) ostenta impressionantes 85% de aprovação.
Segundo o levantamento, apenas 31,1% aprovam a gestão de Lula, contra 47,6% que a classificam como “péssima” e 9,5% como “ruim”. A desaprovação vem se mantendo acima de 60% desde 2024 e reforça a dificuldade histórica do petismo no eleitorado paranaense.
Entre os recortes, Lula tem desempenho melhor entre pessoas com ensino fundamental (38,1% de aprovação) e pior entre os mais escolarizados, com apenas 26% de apoio entre quem tem ensino superior. Mulheres tendem a ser mais favoráveis (33,9% aprovam) do que os homens (27,9%).
Ratinho Junior, por sua vez, alcançou seu melhor índice desde que assumiu o governo: 85% de aprovação. Para 29,4% sua administração é “ótima” e para 42% “boa”. Apenas 11,6% desaprovam a gestão.
Sobre o assunto, e em especial o resultado vale uma reflexão que deve se consubstanciar, sobretudo, no que considero o cotejo entre o discurso, a ideologia e o trabalho com afinco e o compromisso com uma proposta eleitoral.
De fato, o Governador do Paraná obtém os índices estratosféricos que são refletidos na pesquisa em razão direta do excepcional momento que a administração pública paranaense atravessa. Inobstante haja um evidente desconforto em relação ao pedágio – e não poderia ser diferente -, até nisso o Governador foi bafejado pela sorte, porquanto o pedágio foi federalizado e, via de consequência, este não é um assunto de responsabilidade direta do Governante estadual.
Excepcionada esta circunstância, há que destacar que no mais, as coisas vão bem, pelo menos como visto na pesquisa, este é o sentir da maioria do povo paranaense. É óbvio que o Governador tem como âncora da sua popularidade obras emblemáticas e uma visão periférica sobre os quadrantes do estado, o que permite que ao tempo em que trata da infraestrutura do litoral, comande obras como o acesso ao Sudoeste em estrada de pavimento de última geração.
Ocorre, por outro lado, destaque em relação à educação pública que é festejada em prosa e verso. Por outro vértice, há que elogiar a forma de comunicação pessoal do Governador, que jamais peca pelo excesso. Além de ser um cidadão bem-humorado e simpático, tem o permanente cuidado de não se mostrar, em nenhuma hipótese, um indivíduo mal-humorado, além usar uma forma de comunicação que lhe permita ser sempre entendido por um e todos.
É óbvio que, para quem normalmente tece comentários ácidos, como meu leitor sabe que é a minha característica, pode haver surpresa a tanta afabilidade com Ratinho Jr. Todavia, há que expressar que se elogio o jovem Governador, é porque efetivamente acredito que ele merece, pois faço parte dessa imensa parcela dos paranaenses que lhe deram os números auspiciosos aferidos pela pesquisa.
E AS ELEIÇÕES?
A cada nova pesquisa, me parece claro e irrefutável que existe uma parcela considerável do eleitorado que tenha convicção de que Sérgio Moro poderá ser um bom governador.
Em relação ao Senador Moro, não há questionamento em relação às intenções de voto, porquanto elas se consolidam de per si, como escrito acima. Para os expertos em política, todavia, decorre uma dúvida que é cada vez mais clara, em relação ao partido político, agora federação, à qual pertence o candidato: com efeito, a federação até onde eu saiba, não tem ainda presidente no Paraná, e os partidos que a compõem são presididos por herdeiros políticos de Francischini e Ricardo Barros, que inobstante tenham o meu respeito pessoal, sabidamente serão conduzidos pelos Francischini Sênior e Barros Sênior.
Não sei com segurança como é a relação de Moro e seu time – pequeno, aliás – com os caciques da Federação. O que é possível imaginar é que Ricardo Barros tem a enorme possibilidade de contribuir com um nome de inegável consistência para uma chapa majoritária, na condição de vice, que é o seu amigo “in pecturis”, Rafael Greca, caso este não queira encarar candidatura solo no espectro de esquerda.
Destaco que Greca pode sim, ser o capitão de um conglomerado de partidos de esquerda, porquanto não há dificuldades para que ele transite com facilidade ao lado de PT, PSB e outros do segmento.
Em relação ao grupo que orbita no time do governo, o sentimento é um só: não há a menor possibilidade de que qualquer dos pretendentes escale sua candidatura, sem que ela seja ungida pelo Governador. As recentes pesquisas deram um alento para várias figuras que buscam a benção de Ratinho Jr. Todavia, não vislumbro qualquer manifestação do Governador antes de que ele decida o que vai fazer.
Nesta etapa, há que considerar as pesquisas favoráveis que o bafejam, em confronto com os movimentos da semana que cresceram em favor de Tarcísio. Como ainda é muito cedo, imagino que o Governador, cauteloso como sempre foi, vai dar tempo ao tempo. O que ouço de interlocutores é que Júnior não considera uma candidatura ao Senado, o que me permite ter a ousadia de afirmar que, ou ele vai ser efetivamente candidato a Presidente da República – o que espero efetivamente ocorra -, ou vai terminar o seu mandato e tratar de eleger o seu sucessor, seja ele quem for.
ORAÇÃO DE OGIER BUCHI:
Senhor, nada em relação a Alexandre de Moraes, Lulle, ou Gilmar Mendes? Mas nem uma esperança, Senhor? Amém.