A repercussão da prisão domiciliar imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), provocou manifestações de diversas lideranças políticas, incluindo a do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), que usou suas redes sociais para demonstrar solidariedade ao ex-presidente e criticar o que chamou de “ativismo” no cenário institucional brasileiro.
Em uma publicação realizada na noite desta segunda-feira (4), Ratinho destacou que o Brasil precisa de paz, equilíbrio e respeito à Constituição, sugerindo que decisões como a que atingiu Bolsonaro apenas aprofundam a instabilidade política. O governador também apontou que a prisão domiciliar representa uma “cena triste” e que brigas entre Poderes não ajudam a população que luta diariamente por sustento e dignidade.
“O povo brasileiro acorda diariamente buscando prosperidade. E tem visto, infelizmente, cenas tristes, até mesmo com prisão domiciliar. Não será com ativismo, seja de qualquer parte, que iremos construir um novo País. Devemos buscar o equilíbrio, o fortalecimento das nossas instituições e, sobretudo, a harmonia dos Poderes, respeitando o que está previsto na Constituição. Briga não coloca mais comida na mesa do trabalhador. O Brasil precisa de união para seguir em paz. Ao ex-presidente Bolsonaro, a minha solidariedade”, afirmou Ratinho Junior.
A fala do governador não apenas expressa solidariedade pessoal a Bolsonaro, mas também reforça um sentimento crescente entre políticos, juristas e cidadãos preocupados com os excessos do Judiciário, especialmente nas ações lideradas por Alexandre de Moraes. O termo “ativismo”, usado por Ratinho, ecoa críticas de que o STF vem extrapolando suas funções constitucionais, atuando como legislador e agente político em casos de forte impacto nacional.
Com a fala de Ratinho Junior, um dos governadores mais bem avaliados do país, o cenário político se reconfigura: vozes do centro e da direita moderada começam a romper o silêncio frente à escalada de decisões judiciais polêmicas, que vêm sendo aplicadas com rigor seletivo.
