Direita curitibana realiza ato na UFPR e fala em “guerra” contra perseguição política e religiosa

A tarde chuvosa deste domingo (21) marcou a realização da manifestação “Resgate das Universidades”, na Praça Santos Andrade, em frente ao prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba. Segundo os organizadores, cerca de 300 pessoas participaram do ato, que também prestou homenagem ao ativista conservador norte-americano Charles Kirk, assassinado nos Estados Unidos.

Entre os participantes estavam o ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo), o advogado Jeffrey Chiquini (Novo), os vereadores Guilherme Kilter (Novo) e Rodrigo Marcial (Novo), além de Diego Barbosa, presidente do PL Jovem.

Alguns manifestantes carregavam bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, além de cartazes com críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também havia faixas religiosas, como a que dizia: “A UFPR também é de Jesus”.

Chiquini e Kilter discursaram usando coletes à prova de bala, que justificaram como medida de segurança diante de supostas ameaças. Em tom inflamado, Chiquini afirmou que o movimento considera o momento atual como uma “guerra”.

“Pra quem não entendeu, pra quem tá na praça, nós estamos em guerra. Eu não tô de colete aqui à toa, é ameaça de morte”, declarou.

O advogado também acusou setores políticos de promoverem perseguição a cristãos e minimizou os julgamentos relacionados aos atos de 8 de janeiro.

“Criaram essa farsa da trama golpista para que vocês não tivessem coragem de ir pra rua. Puniram pessoas de bem, patriotas, desarmados, com penas superiores a traficantes.”

Em sua fala, Chiquini ainda fez críticas à UFPR e a grupos de esquerda, comparando manifestações estudantis a uma “cena de guerra” e afirmando que instituições de ensino teriam sido “sequestradas” pela doutrinação.

“Isso daqui não pode ser laboratório de comunista. O golpe já foi dado por eles. Agora, nós vamos nos acovardar ou vamos nos levantar?”, questionou.

A escolha do prédio histórico da UFPR como cenário do ato remete a um episódio do último dia 9 de setembro, quando houve uma confusão envolvendo Chiquini e Kilter durante um evento crítico ao STF na universidade.

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