O vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins, oficializou na noite desta sexta-feira (8) sua filiação ao Partido Novo, em evento na Sociedade Thalia, no Centro da capital paranaense. A cerimônia reuniu lideranças nacionais da sigla, como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e figuras políticas de peso, entre elas o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, o ex-deputado Deltan Dallagnol e o deputado federal Marcel van Hattem (RS).
A presença do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), deu o tom político do encontro, marcado por articulações para as eleições de 2026, tanto no cenário estadual quanto nas movimentações da direita nacional para enfrentar o presidente Lula (PT).
Martins, ex-deputado federal e candidato ao Senado em 2022 — quando recebeu 1,69 milhão de votos, mas foi derrotado por Sergio Moro (União Brasil) —, deixou o PL e ingressou no Novo com o objetivo declarado de disputar o Palácio do Iguaçu. “Minha vontade e de muita gente do partido é construir um projeto majoritário para disputar o governo do Estado. Minha experiência no Executivo me preparou para isso”, afirmou.
Ratinho Júnior, que ainda busca um nome forte no PSD para a sucessão, elogiou o vice-prefeito. “Paulo Martins é uma jovem liderança, em ascensão no Estado. Sem dúvida alguma, vai ter um grande protagonismo na eleição do ano que vem e no futuro do Paraná”, declarou.
Romeu Zema destacou que a filiação de Martins é estratégica para o fortalecimento do Novo e sinalizou parceria com Ratinho nas eleições nacionais: “Se não caminharmos juntos no primeiro turno, estaremos no segundo”, disse o governador mineiro, que lançará sua pré-candidatura à Presidência na próxima semana, em São Paulo.
Nos bastidores, o evento foi visto como um passo importante na reconfiguração da disputa pelo governo do Paraná, especialmente diante do favoritismo apontado por pesquisas a Sergio Moro. A entrada de Martins embaralha o cenário e amplia as opções para a direita estadual.
No campo nacional, Zema, Ratinho Júnior, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) articulam como partidos de direita e centro-direita devem se posicionar contra Lula, sobretudo se a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se mantiver até 2026.